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Opinião | Roberto Nasser |

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Roberto Nasser

12/01/2018

O preço do Fiat Cronos

Que tal pagar uns R$ 64.000 pela versão Precision, 1.8, automática?

Dia 9 a Fiat iniciou a produção do Cronos nas instalações recém-adaptadas em Cordoba, Argentina, e prepara-se a exibi-lo em Mar Del Plata, local onde os vizinhos festejam o verão. Lá estará, com outros fabricantes e importadores de veículos, estande, mocinhas sorridentes, folhetos, test-drives.

Para não perder a oportunidade festiva, correu a divulgar fotos de exterior e painel antes de exibi-lo publicamente, e da apresentação oficial, em fevereiro. E abriu lista de encomendas, listando três versões. Embora os valores estejam em pesos e tenham diferentes imposições tributárias é possível, a grosso modo, projetar o preço da versão superior, 1.8 automática, em torno dos R$ 64.000. Base de cálculo tomou os preços em pesos e comparou-os aos do novo Polo hatch. A diferença nas versões de topo de um e outro oferecem referência percentual e daí o valor provável.

O divulgar fotos e dados e o abrir lista de pré-venda exibe outra característica do mercado argentino. Além de ser base produtora de picapes – Toyota HiLux, Ford Ranger, VW Amarok e neste ano Nissan Frontier, Renault Alaskan e Mercedes Classe X –, e mercado sempre visto como média de um quarto do volume de vendas registrado em nosso país, Argentina vem ocupando espaço institucional no setor: lá, mês passado, VW anunciou planos e produtos para reverter a perda de vendas e mercado... no Brasil. Agora o fez antecipar divulgação.

Sinergia
Cronos tem partes de Argo/Toro, Renegade/Compass, notáveis no painel, motores e transmissões comuns a outros da marca: inicialmente motores 1.3, 8v, 99cv e E.torQ 1.8 16V, 130 cv. Caixa mecânica, 5 velocidades, e automática Aisin com seis. Próximo ano, motor 1.4 turbo.

Precision será versão de topo, e deve rever previsão de preços sondados em exposição fechada a pequeno grupo de jornalistas, entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.

MERCEDES, MAIS VENDIDO ENTRE OS PREMIUM

Número sensível, 12.474 unidades, Mercedes vendeu 38,3% nos segmentos onde participa. No total, os 7.361 produtos montados na fábrica de Iracemápolis, SP, foram responsáveis por 61,2% das vendas, com liderança pelos Classe C comercializando 4.061 automóveis – 36,3% do total.

Outro indutor das boas vendas foi pequeno SUV GLA, com 3.570 unidades – 29% dentre o total dos Mercedes automóveis e variações, e quase metade do volume de produção nacional. A atualização de itens internos e externos auxiliaram acelerar vendas.

Outros fatores responsáveis pela liderança da marca foi a presença de modelos importados, Classe A, GLC, GLC Coupé, GLE Coupé, SLC, auxiliando fazer liderança em seus segmentos e compondo o total nas vendas; e a corajosa disponibilidade dos produtos de performance elaborada, como são as versões AMG, elevando a marca como líder no segmento de elevada performance. No ano comemorativo de meio século, mudando o foco para popularizar o rendimento extra, marca assinalou 621 unidades vendidas, 14% a mais relativamente a 2016 e superior aos 10% de expansão nas vendas de automóveis, em parte pela expansão de sua rede de concessionários, de 38 para 55, incluindo 12 especializados nos AMG.

Quer resultados maiores em 2018, especialmente por novidades em produtos e por apurar os serviços dos concessionários às demandas e expectativas dos clientes.

RODA-A-RODA

Caminho – Vendas do Alfa Giulia deram consistente salto no mercado norte-americano, um dos trampolins para viabilizar o automóvel – e marca. De 528 unidades em 2016, superou 14 mil ano passado. Volume em ascensão, passando de excentricidade com o 4C, a concorrente de Audi, BMW e Mercedes.

Mais – Número deve se expandir com a chegada do SUV Stelvio, e de versão maior, concorrente do agora primo Cherokee – hoje Fiat e Jeep fazem parte do mesmo grupo, o FCA, e por isso não se duvide de intimidades mecânicas a partir da comunização de plataformas.

Metade – Meio ciclo de vida, o Citroën C4 Lounge terá reestilização para modelia 2018. Coisa pouca e típica: grade, faróis, para-choques frontais. Atrás pequenos retoques. Dentro maior conectividade e infodiversão. Moto propulsão sem novidades, motor L-4, 1,6 turbo, caixa automática seis velocidades. Carro bom, vende desproporcionalmente menos a estilo, conteúdo e preço.

Caça – Hyundai fará 600 unidades de versão especial, a HB20 R spec Limited, marcada por soleiras numeradas e bancos em couro vermelho com logo da versão. Fevereiro. Tipo quem não tem novidade caça com versão. Líder – Segmento de maior crescimento em 2017, o SAV – tipo utilitário de atividade esportiva, classificação criada pela BMW –, teve produto da marca como líder. O X1 montado em Santa Catarina vendeu 3.443 unidades.

Tempo – Expectativas de insuflar produção dos jipes Stark, da ora cearense TAC, e anunciado lançamento de picape e versões flex, sem prazo para viabilização pela chinesa Zoyte, compradora do negócio. II – Due Diligence, termo técnico para levantamentos físicos e contábeis apurando real situação de ativos, valores a receber e pagar, impostos devidos, indicou dívidas e Zoyte aguarda situação real para assumir a TAC – ou não.

Mais? – Chinesas Shaanxi Automotive Group, fabricante de ônibus e Shuaguang Group, a SG, com amplo leque – autopeças, automóveis, picapes, ônibus – pediram agenda ao Ministério da Indústria para manifestar interesse em instalar-se no país. Sondam incentivos.

Ainda não – Razões desconhecidas, governos brasileiro e argentino delongam exigência de automóveis portarem o sistema eletrônico ESP, um salva-vidas controle eletrônico de estabilidade. Estava ajustado para ser na virada do ano, mas foi postergado para 1º de janeiro 2020.

Protesto – O Latin NCAP – programa de avaliação de veículos novos para a América Latina – protestou formal e contundentemente à Presidência da Nação na Argentina, chamando a decisão de desafortunada e lamentável.

Lá – Contesta o fato dos veículos serem desobrigados usar tal equipamento, de fábrica nos países de origem, dizendo dos acidentes a serem evitados, citando desnível de segurança entre mercados maduros e AL ser de 20 anos.

Rolou – Rota 2030, programa para a indústria automobilística, de redação não acordada, furou o cronograma, deixou lapso pós-fim do projeto anterior Inovar-Auto. Surgirá depois da votação da Reforma da Previdência, nova referência temática e cronológica para o país.

Governo – Irônicos observadores da cena brasiliense dizem, se o governo montar grupo de trabalho para criar um cavalo de corridas, o resultado será, no máximo, um dromedário manco. Teme-se – sem trocadilho – pelo resultado.

Em tempo – Positivamente uma das medidas foi assumida pelo Denatran – pois de sua área: obrigatoriedade para inspeções de segurança veicular.

Aliás – Exceção está nos Veículos de Coleção, dispensados de tal verificação. Há petições internéticas para incluir na isenção os quase antigos. Coisa improvável, embora não impossível nestes dias de barganha política.

Movimento – Visando crescer como terceiro grupo automobilístico, Renault deu dois passos internacionais importantes. Com sócios básicos, Nissan e Mitsubishi, criou fundo de US$ 1 bi para financiar desenvolvimento e implantação de programas de mobilidade.

Mais – Mudou fórmula associativa com a chinesa Brilliance, pela Renault Brilliance Jimbei Automotive, Ltd, para desenvolvimento e vendas mundiais de comerciais leves sob marcas Renault, Jinbei e Huasong: 150 mil até 2020.

Pesquisa – Para entender qual a percepção da marca entre formadores de opinião, inglesa de óleos Castrol faz pesquisa junto a jornalistas especializados.

Passo básico para traçar estratégia de comunicação. Voto pelo retorno do Castrol R e TT Competição, olorosas e sumidas diferenças da marca.

Lugar – Brasiliense Felipe Nasr – ou Nasser, como assumiu pronunciar -, com o patrocínio da Petrobrás cortado por conta da Lava Jato -, mostrará talento no Weatertech Sportscar Championship, principal evento da Imsa, em Daytona Beach, Florida, EUA, dias 27 e 28. Nas provas de classificação cravou o melhor tempo entre 50 concorrentes, conduzindo Cadillac DPi.

Projeto –Cadillac? O pico do luxo da GM? É, mesma marca, buscando clientes mais novos, e corrida de automóveis é atividade para mostrar-se mais jovem. Dentre classificados, quatro primeiros lugares são Cadillac DPi, e dentre concorrentes, oito são brasileiros.

Festa – Norte-americanos são capazes de fazer festa até em enterro. Transformaram as provas de classificação em evento próprio, enchendo Daytona e cidades adjacentes. Na corrida, mais.

História – André Chum, brasileiro, comprou Fusca Itamar 1993, último ano de produção; pesquisou; achou esquisito o número do chassis ser superior ao dado como último exemplar. Fez invejável trabalho para descobrir: após o último houve o último último. Está ótimo, historiado por Alexander Gromow em http://www.autoentusiastas.com.br/2018/01/o-ultimo-fusca-brasileiro/

Rolo – Há anos brasiliense Fundação Memória dos Transportes após ir ao CONFAZ, o conselho dos secretários da Fazenda, obteve do governo do Distrito Federal isenção de pagamento de IPVA para veículos com mais de 15 anos. Distribuiu a decisão do DF nacionalmente e maioria dos estados a adotou.

Exceção – Minas, não. Cartorialmente exigiu laudo do Instituto do Patrimônio para informar se o veículo teria a idade para a isenção. Caso foi resolvido por instâncias de Antônio Monte, da Associação Mineira de Antigomobilismo, através do deputado Duarte Bechir, aprovando projeto para isentar os veículos de coleção e retirando do tal instituto a competência para emitir laudos.

Gente – Tatiana Carvalho, comunicóloga, retorno. OOOO Deixou a Fiat para MBA e doutorado, experiência em outros temas, e voltou. OOOO Ficará no escritório paulista da marca. OOOO Desafio. FCA em reestruturação na área entrelaçando comunicação, brand e publicidade. OOOO Começa com lançamento do Cronos. OOOO Albéric Chopelin, francês, pedreira. OOOO VP Sênior, Diretor de Vendas e Marketing Groupe PSA – chamará M’sieur apenas o presidente mundial. OOOO Coordenará vendas de todas as marcas do grupo – Peugeot, Citroën, DS, Opel, Vauxhall, automóveis e comerciais, todo o mundo, cuidando para não ser engolido pela sócia chinesa Dongfeng. OOOO Após mais de século de administração familiar, PSA trouxe para salvá-la o português Carlos Tavares, então VP da vitoriosa concorrente Renault. OOOO

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