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Opinião | Alexandre Xavier |

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Alexandre Xavier

27/01/2020

Setor da reparação automotiva ganha incentivo para a competitividade

Rota 45 nasce para fomentar a evolução das oficinas e lojas de autopeças

Um programa setorial de longo prazo começa a ser desenhado com o propósito de fomentar a competitividade do mercado da reparação automotiva, inicialmente, no Estado de São Paulo. Trata-se do Rota 45, cuja finalidade é preparar, capacitar, qualificar e certificar as oficinas de reparação mecânica de veículos e lojas de autopeças – empresas cadastradas com a CNAE 45.

O objetivo é preparar estas organizações para as profundas mudanças do setor automotivo que já estão em curso, sinalizadas pelo programa federal Rota 2030 e por regras como Lei da Liberdade Econômica, nova legislação trabalhista, reforma da previdência social, desburocratização da máquina pública e, principalmente, o novo perfil de cliente com a conexão por meios digitais. São mudanças significativas que certamente terão impacto direto no aftermarket automotivo.

O Rota 45 foi idealizado pelo Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios) e pelo Sincopeças-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Veículos, Peças e Acessórios para Veículos), em parceria com o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva) e o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), além de contar, no momento, com o apoio da Automec Feiras e as consultorias do Cesvi Brasil e do IAA (Instituto da Administração Automotiva).

Nesta parceria, o IQA, organismo acreditado pelo Inmetro, oferece serviços de qualificação e certificação que fomentam a melhoria contínua da qualidade de cada empresa na medida em que ampliam o conhecimento em relação aos novos processos de gestão e proporcionam condições de competitividade e maior visibilidade junto ao mercado. O IQA, atento às mudanças do mercado e na vanguarda dos processos da gestão da qualidade com foco na eficiência do negócio, entendeu o quão importante é esta iniciativa para o setor.

Todo o trabalho se inicia com o diagnóstico sobre a situação da empresa, a partir do qual o gestor da oficina mecânica de veículos ou loja de autopeças recebe orientação sobre ações necessárias para melhoria dos processos, indicadas para a qualificação ou a certificação da qualidade.

Assim, o Rota 45 representa a ampliação do trabalho de incentivo à qualidade realizado no aftermarket por meio do PIQ (Programa de Incentivo da Qualidade), dedicado à certificação de oficinas, uma vez que agrega também lojas de autopeças, que terão mais possibilidades de serem certificadas com diversos benefícios, promovendo a qualidade de dois atores – oficinas e autopeças – fundamentais da cadeia, que precisam trabalhar em sinergia e estar preparados para as novas tecnologias automotivas e os avanços nos processos de gestão, a fim de proverem serviços de qualidade e com agilidade para um mercado cada vez mais exigente e qualificado.

Uma empresa certificada tem todas as condições de desenvolver negócios sustentáveis. Da mesma forma que a oficina de reparação mecânica de veículos precisa ter eficiência desde a recepção do cliente até a entrega do veículo, o varejista de autopeças precisa investir na melhoria contínua dos processos internos, do registro de produtos ao atendimento no balcão, de modo que possa entregar as autopeças corretas com a devida agilidade às oficinas para redução de erros nos processos de reparação automotiva.

Esta é uma oportunidade para o empresário revisitar o negócio com base nos pilares que sustentam um sistema de gestão orientado para a qualidade. Com a empresa certificada, o gestor passa a ter o controle dos processos com métodos de trabalho mais eficientes e colhe uma série de resultados, como aumento da produtividade, redução de custos e desperdícios, ampliação do faturamento e participação em licitações e tomadas de preço de organizações públicas e privadas.

Do Estado de São Paulo para o Brasil. Esta é a expectativa para o Rota 45, cujo movimento de inclusão será progressivo, de modo que microempresas de reparação de veículos e varejistas de autopeças de todo País serão inseridas e preparadas para a competitividade do setor automotivo, com reflexos positivos em toda cadeia de valor e sociedade, a partir da adequada manutenção dos veículos em circulação.

* Alexandre Xavier é superintendente do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva

Comentários

  • Mirca

    Gostariade mais informações sobre a Rota 45.

  • ClaudioLuiz Pereira da Silva

    Olábom dia a todos! Eu sou um consultor técnico automotivo, auditor técnico automotivo, tenho 25 anos só no setor automotivo, quando se fala em reparação técnico automotivo,eu me interesso muito. O que eu vejo no mercado de reposição automotivo no setor mecânica, é falta de peças para reposição, qualidade do produto muito inferior ao original. Vejo muita oficina cheia esperando peças. Quando se fala no setor de repintura ,vejo uma falta de profissionalismo jigantesca. Quando visito uma oficina de funilaria e pintura,eu pergunto para os funcionários da própria oficina se tiveram treinamentos para o uso dos produtos. Segundo a maioria fala que aprende na própria oficina. É por isso que os trabalhos das oficinas credenciadas com seguradoras , são um lixo. Não, tem fiscalização e auditoria de qualidade nesses trabalhos,cada um trabalha do jeito que quer e não como tinha que ser ,carros novos com tinta diferentes e com marca de lixa. Não vejo nenhuma empresa dar treinamento nas oficinas para melhorar a qualidade dos serviços. Pagamos caro o seguro para ter um trabalho de ma Qualidade. Esse setor precisa ser melhorado,ter avaliação de trabalhos e qualidade,ter treinamentos de aplicação de produtos, processo passo a passo de cada abrasividade,como aplicar uma massa poliéster,um primer, uma tinta e um verniz e também por que não um bom processo de polimento. O setor está abandonado.

  • GilsonPaula Lopes de Souza

    Parabénsao IQA na superintendência do Alexandre Xavier, e aguardo a sinalização para a aplicação do referido programa no estado do Paraná.

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