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Uber indenizará passageira com deficiência visual em US$ 1 milhão
Em 2016, Uber fechou acordo de US$ 2,6 milhões referente a outro processo por discriminação contra deficientes visuais

Diversidade | 05/04/2021 | 15h9

Uber indenizará passageira com deficiência visual em US$ 1 milhão

Justiça americana decidiu a favor de mulher que foi recusada 14 vezes por motoristas por causa de cão-guia

REDAÇÃO AB



Por discriminação, a Uber é condenada pela Justiça dos Estados Unidos a pagar US$ 1,1 milhão a uma passageira com deficiência visual. A decisão foi tomada esta semana em favor da americana Lisa Irving. Ao lado de seu cão-guia, ela afirma ter tido problemas com motoristas do aplicativo em 14 ocasiões diferentes.

A passageira disse ter passado por situações humilhantes, como ser deixada na rua à noite e na chuva por condutores que se recusaram a transportar seu cão-guia. Lisa contou que por esse motivo também faltou ao trabalho, a festa de aniversário e a missa na véspera de Natal. Ela afirma ter enfrentado problemas mais de 60 vezes com os profissionais da plataforma.

A discussão sobre a necessidade de tornar as novas plataformas de mobilidade mais inclusivas ganha força nos últimos anos. No Brasil, o debate inclui a necessidade de viabilizar o deslocamento pela plataforma para pessoas que moram em regiões mais afastadas do centro das grandes cidades ou em comunidades.

RECUSAS DA UBER DESRESPEITARAM ACORDO COM ASSOCIAÇÃO DE CEGOS



Algumas das situações relatadas por Lisa aconteceram depois de 2016, ano em que a Uber fechou um acordo de US$ 2,6 milhões por outro processo por discriminação contra passageiros com deficiência visual.

Como parte daquele acordo com a Federação Nacional de Cegos (NFB), o aplicativo teria se comprometido a tomar uma série de medidas, entre elas fornecer informações aos motoristas sobre suas obrigações contratuais e legais para transportar passageiros com animais de serviço.

O novo caso envolvendo Lisa, no entanto, mostrou que a falta de acessibilidade ainda é um problema. Na nova decisão, a Justiça considerou que a Uber é responsável por permitir que seus motoristas discriminem pessoas com deficiência sem qualquer responsabilização dos mesmos. O juiz concedeu à Lisa a indenização de US$ 324 mil por danos. O restante do valor (US$ 805,313 mil) será usado para custos judiciais, incluindo honorários de advogados.

A Uber reforça que tem uma política sobre o transporte de animais de serviço e que disponibiliza no aplicativo um formulário para que usuários possam relatar problemas, incluindo a recusa de motoristas em cães-guia no carro.



Tags: Diversidade, Uber, falta de acessibilidade, discriminação, aplicativo.

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