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Autopeças | 15/06/2012 | 20h55

Vendas dos maiores fornecedores têm forte avanço em 2011

Lista traz poucas mudanças no ranking

REDAÇÃO AB

A lista dos maiores fornecedores da indústria automotiva mundial, publicada recentemente pela Automotive News, mostra expressivo crescimento em 2011 das vendas aos fabricantes de veículos (OEM). Entre as 10 companhias do topo do ranking, só uma não teve expansão de dois dígitos porcentuais, todas as demais apresentaram avanços que vão de 10% a 30% em comparação com o resultado de 2010. As três primeiras posições continuaram ocupadas pelas mesmas empresas do ano anterior: Robert Bosch, Denso e Continental, nesta ordem, as únicas com faturamento acima dos US$ 30 bilhões (veja tabela mais abaixo).

A japonesa Denso conseguiu se manter em segundo lugar a duras penas, pois seu faturamento foi o que menos cresceu no ano entre as 10 maiores: expansão de apenas 3,9%, para US$ 34, 15 bilhões, como consequência dos efeitos do terremoto seguido de tsunami no Japão, que paralisou a produção em várias fábricas e prejudicou as vendas da empresa.

Já há décadas no topo do ranking, o faturamento da Robert Bosch, 54% concentrado nas operações europeias, cresceu 15%, para quase US$ 40 bilhões, mais do que o dobro da décima colocada. A também alemã Continental, que tem 52% das vendas na Europa, apurou um largo salto de praticamente 23% no fornecimento às montadoras, com receita de US$ 30,5 bilhões.

O crescimento mais expressivo na lista dos 10 maiores fornecedores globais foi o da coreana Hyundai Mobis. A divisão de sistemas automotivos do Grupo Hyundai saiu do décimo lugar em 2010 e subiu para o oitavo em 2011, com expansão de 30,7% nas vendas às montadoras, para US$ 18,86 bilhões.

A Hyundai Mobis subiu tanto que empurrou a alemã ZF do oitavo para nono lugar, que ainda assim teve crescimento de 17,7% nas vendas, para US$ 17,86 bilhões, exatamente US$ 1 bilhão abaixo da coreana.

A canadense Magna, com diversificado fornecimento de 52% na América do Norte e 43% na Europa, subiu uma posição no ranking em 2011, do quinto para o quarto lugar, com expressivo crescimento de quase 20% nas vendas de um ano para outro, somando US$ 28,3 bilhões. O lugar foi tomado da japonesa Aisin Seiki, que caiu para quinto, também com resultado prejudicado pelos acidentes no Japão. Mesmo assim, o fornecedor conseguiu expansão de 10,5% no faturamento, para US$ 27,2 bilhões, dos quais 77% vieram da Ásia.

A americana Delphi, que chegou a ser a segunda maior fabricante de componentes automotivos do mundo no início dos anos 2000, após intensiva reestruturação dos negócios, com a venda de várias divisões, voltou para o ranking dos dez maiores fornecedores globais em 2011, subindo do 12º para o 10º lugar, com vendas de US$ 16,4 bilhões, que cresceram 18,6% na comparação com o ano anterior.

No ranking dos 10 maiores fornecedores do mundo a francesa Faurecia e a americana Johnson Controls ficaram nos mesmos lugares em relação a 2010: sexta e sétima posições, respectivamente. As vendas da Faurecia cresceram 18,22%, para US$ 22,5 bilhões, enquanto a Johnson Controls faturou US$ 21,3 bilhões das montadoras, com avanço de 28,2%.

Mas é abaixo das 10 primeiras posições que foram observadas as maiores mobilidades em 2011 no ranking montado pela Automotive News. A francesa Valeo saltou impressionantes dez posições, passando de 21º em 2010 para 11º, com faturamento de US$ 15,6 bilhões, que cresceu expressivos 48%.

Outra que saltou 10 posições de um ano para outro foi a fabricante de motores diesel Cummins, sediada nos Estados Unidos, que avançou do 29º em 2010 para o 19º lugar em 2011, com vendas que cresceram quase 61%, para US$ 9,4 bilhões.



Tags: Autopeças, componentes, fornecedores, ranking, Bosch, Denso, Continental, Magna, Aisin, Faurecia, Johnson Controls, Hyundai Mobis, ZF, Delphi, Cummins, Valeo.

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