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Nissan comemora 1º ano de produção em Resende

Indústria | 16/04/2015 | 13h36

Nissan comemora 1º ano de produção em Resende

Planta fluminense deve produzir 68 mil carros nos próximos 12 meses

GIOVANNA RIATO, AB | De Resende (RJ)

A Nissan completou o primeiro ano de produção do complexo industrial de Resende (RJ) na quinta-feira, 16. Ao mesmo tempo em que comemora a data, a companhia somou a produção de 30 mil veículos montados na planta, número alcançado por um novo Versa. “Em 12 meses tivemos o início da operação de duas linhas de automóveis e de duas linhas de motores”, enfatiza François Dossa, presidente da montadora no Brasil.

Ele espera acelerar o ritmo no segundo ano da fábrica, que coincide com o ano fiscal japonês (abril a março) seguido pela montadora. O objetivo é produzir no complexo 68 mil unidades no período, até o fim de março de 2016. Para isso a companhia conta com 1,8 mil trabalhadores diretos e indiretos na região, número que deve se manter estável mesmo diante da contração do mercado brasileiro de veículos.

Em 2014 a Nissan chegou a anunciar layoff na recém-inaugurada planta, com a suspensão temporária dos contratos de trabalho de 279 funcionários entre setembro e dezembro. Mas novas medidas como essa estão descartadas no curto prazo, já que o novo Versa começou a ser fabricado recentemente na unidade e sua produção está em ascensão.

A meta da companhia é alcançar 80% de conteúdo local nos carros feitos em Resende já em 2016. Para isso a empresa vem trabalhando para consolidar o parque de fornecedores na região, que conta hoje com quatro empresas, somadas a outros dois parceiros instalados dentro do complexo: a fabricante de bancos Tachi-S, a fornecedora de suspensão Yorozu, a Kinugawa, especializada em borrachas de vedação, e a Calsonic Kansei, que produz componentes para o painel de instrumentos, a Sanoh, fabricante de tubulações de freios e combustíveis, e a Mitsui Steel, fornecedora de chaparia.

O número de fornecedores do parque deve crescer para 10 este ano para que a companhia alcance a meta de nacionalização. “Além disso há os outros parceiros que não estão instalados na região. Temos conversado também com fabricantes brasileiros”, conta Dossa. A montadora mantém parceria estreita na área de compras com a outra marca da aliança nipofrancesa, a Renault. Segundo o executivo, 80% dos fornecedores são compartilhados.

Há expectativa de que a integração produtiva entre as empresas se intensifique no Brasil, com carros da Renault sendo equipados com motores feitos pela Nissan em Resende. A montadora japonesa também fornece à parceira componentes estampados.

EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO

A fabricante de veículos trabalha com projeção mais otimista para o mercado brasileiro. Enquanto a Anfavea espera queda de 10% nas vendas este ano na comparação com 2014, a Nissan tem expectativa de que a contração fique em 4%. A ideia é não acompanhar este movimento de baixa e tirar proveito do momento para ganhar participação.

A marca encerrou o ano passado com presença de 2,2% nas vendas no Brasil. A ideia é ampliar esta presença para 3% em 2015. “Vamos ter de roubar market share de outras montadoras”, comenta Dossa. Enquanto o mercado aponta para baixo, a companhia pretende alcançar expressivo crescimento de 30% nas vendas em 2015. “Preferimos não falar no volume porque o total de emplacamentos pode cair mais do que esperamos, mas o importante é a participação que queremos conquistar.” Entre 2016 e 2017 a empresa quer ampliar ainda mais sua presenta, para 5% do mercado.

No primeiro trimestre de 2015 a fabricante já deu sinais de que está no rumo certo para alcançar seus objetivos. De janeiro a março a Nissan vendeu 15 mil carros no Brasil, número 3,4% superior ao do mesmo intervalo do ano passado e que garantiu à empresa sensível ganho de market share, que chegou a 2,3%.

Segundo Dossa, o crescimento previsto para os próximos meses será sustentado por consistente expansão da rede de concessionárias. “Vamos aumentar em 25% a nossa cobertura do território nacional”, determina o presidente da marca. Além disso, há a ampliação da gama de produtos.

O executivo não confirma, mas há forte expectativa de que a companhia venda localmente o utilitário esportivo Kicks, apresentado como conceito no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado. O projeto deve se tornar realidade perto das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em meados de 2016. O lançamento atrairia ainda mais atenção para a marca, que já é patrocinadora oficial do evento.

Outro plano importante é a fabricação de uma picape média em Córdoba, na Argentina. A produção do veículo deve ser compartilhada entre Nissan, Renault e a Mercedes-Benz, com o uso da mesma plataforma pelas três montadoras.



Tags: Nissan, fábrica, Resende, produção.

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