Automotive Business
  
ABLive

Notícias

Ver todas as notícias

Mercado | 04/01/2016 | 20h30

Ghosn estima tombo além de 5% em 2016

Para CEO da Nissan, mercado brasileiro seguirá em contração

PEDRO KUTNEY, AB | Do Rio de Janeiro (RJ)

Ao mesmo tempo em que anunciou novo e expressivo investimento de R$ 750 milhões na fábrica da Nissan em Resende (RJ) para ampliação de capacidade e produção do SUV Kicks (leia aqui), Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault-Nissan, admitiu que o mercado brasileiro entrou em profunda contração que levará algum tempo para ser superada. “As vendas já contraíram mais de 35% em 2014 e 2015 e acho bastante otimista a projeção da Anfavea (associação dos fabricantes) de queda de 5% este ano. Pode cair mais”, avaliou.

“Precisamos lidar com fatos. Planejamos o pior e esperamos pelo melhor”, afirma Ghosn. “Estamos preparados para outro ano difícil, mas também estamos em momento de ofensiva da Nissan, nosso compromisso com o Brasil segue elevado com o lançamento de novos produtos e aumento de exposição com o patrocínio das Olimpíadas do Rio este ano. Assim a marca está ficando mais visível e ganhando mercado. Temos de limitar nossos prejuízos neste momento, mas precisamos estar prontos para a volta do crescimento.”

Para o executivo, continua inabalada a “fé no potencial do mercado brasileiro”, mas o crescimento vai demorar mais do que se esperava. Para compensar o recuo no Brasil, a Nissan montou estratégia para transformar a fábrica brasileira em base de exportação para toda a América Latina, em complemento à unidade do México. As exportações já começam este ano com os carros já produzidos em Resende, March e Versa, e depois o Kicks também entra no portfólio de vendas externas.

Para o mercado brasileiro, a ideia é continuar ganhando participação para que as quedas nas vendas sejam sempre menores do que a média do mercado, como já aconteceu em 2015, ano em que a Nissan registrou retração de cerca de 17% sobre 2014 com 60 mil unidades emplacadas, mas o market share subiu de 2,1% para 2,5% no período, com apenas dois produtos nacionais.

A projeção é que o lançamento em 2016 das novas versões com câmbio automático de March e Versa, além da chegada do Kicks, ajude a Nissan a manter suas vendas no Brasil estáveis ou com queda menor que a do mercado, enquanto a capacidade ociosa de Resende é preenchida com o aumento de exportações. Com isso, a estimativa é que não seja necessário fazer demissões. Muito pelo contrário, a produção do Kicks dará início ao segundo turno com a contratação de mais 600 empregados para se juntar aos 1,5 mil que já trabalham na fábrica.



Tags: Nissan, mercado, Kicks, investimento, fábrica, Resende, Carlos Ghosn.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência