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05/01/2018 | 18h00

Mercado

Vendas crescem 11,7% em 2018, diz Anfavea

Fabricantes repetem concessionários em aposta mais otimista


PEDRO KUTNEY, AB

Megale: “A conjuntura macroeconômica indica cenário otimista”
Após o fechamento das vendas de veículos em alta de 9,2% no confronto de 2017 contra o fraco 2016, registrando assim o primeiro resultado positivo após quatro anos seguidos de baixas, a associação dos fabricantes, a Anfavea, decidiu aumentar um pouco o otimismo, com projeção de nova expansão de 11,7% em 2018, porcentual quase igual ao previsto um dia antes pela Fenabrave, que reúne concessionários (leia aqui).

Não por acaso, a Anfavea justifica seu otimismo lastreada nas mesmas expectativas da Fenabrave. “A conjuntura macroeconômica indica cenário otimista, pois a inflação em baixa, câmbio estável e expectativa de crescimento do PIB em torno de 3% possibilitam a retomada da confiança do consumidor e do investidor”, avalia Antonio Megale, presidente da Anfavea. “Mesmo sendo um ano de eleições e com uma reforma previdenciária a ser aprovada, 2018 deve seguir rumo crescente na economia e na indústria automobilística”, pondera.

- Veja os dados da Anfavea do fechamento de 2017 e projeções para 2018 aqui
- Veja aqui outros dados da indústria
- Veja outras estatísticas em AB Inteligência

A entidade estima que o total de emplacamentos este ano seja de 2,5 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, ou 260 mil unidades a mais do que os 2,24 milhões emplacados em 2017. Para atingir essa projeção, o mercado brasileiro terá de consumir, na média, 208 mil veículos/mês, número que ao longo de 2017 só foi superado duas vezes, em agosto (216,5 mil) e dezembro (212,6 mil). Megale avalia que esse desempenho é possível. Ele lembra que a entidade sempre divulga o cenário mais conservador, que já leva em conta a possível interferência da política na economia. “Isso já aconteceu no ano passado, quando divulgamos estimativa de crescimento de 7,3% e fechamos com 9,2%. Esse é um erro que gostamos de cometer”, disse.

SEM ROTA 2030 E COM MAIS IMPORTAÇÕES

Segundo Megale, a falta de um novo programa setorial de desenvolvimento, tendo em vista que o Rota 2030 não foi aprovado pelo governo e agora é esperado para o fim de fevereiro, “em nada afetaram as projeções”. Ele destaca que “o Rota 2030 é um programa complexo e de longo prazo, para dar previsibilidade a investimentos futuros, fizemos nossas estimativas sem contar com isso”, garantiu.

Mas Megale reconhece que o fim do programa setorial que estava em vigor até dezembro, o Inovar-Auto e sua sobretaxação a veículos importados, trará uma mudança importante: “O volume de importações deverá aumentar e chegar a 15% [de participação do mercado brasileiro]”, calcula. O porcentual atual é de pouco menos de 11%.

RESULTADOS DE 2017

Sobre o resultado final das vendas domésticas em 2017, Megale ressaltou o fato de ser o primeiro crescimento desde 2012: “Por isso é uma boa notícia, apesar da base baixa de comparação, paramos de cair”. Ele também lembrou que pela primeira vez desde 2012 a expansão dos licenciamentos de veículos novos no ano (+9,2%) foi maior do que a de usados (+6%), o que demonstra uma possível “virada” de tendência.

Megale destacou o desempenho de dois segmentos distintos: SUVs e elétricos/híbridos. “As vendas de SUVs cresceram 37%”, confirmando a rápida e acelerada expansão do segmento, que se tornou o segundo maior do País, atrás apenas dos hatches compactos. O dirigente também ressaltou que os emplacamentos de veículos elétricos e híbridos triplicaram, com 3.296 unidades. “Não é um número grande, mas mostra crescimento importante”, avaliou.

O bom ritmo de vendas de dezembro, com 212,6 mil unidade emplacadas e incremento de 4,1% tanto sobre novembro quanto o mesmo mês do ano passado, para Megale é bom termômetro para 2018. “Foi o segundo melhor mês de 2017 (atrás de agosto), com média de vendas diárias de 10.631, número que não víamos desde janeiro de 2013”, recorda.

Assista ao balanço dos resultados da indústria:

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