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08/01/2018 | 17h27

Importados

Vendas da Abeifa caem 17% e podem subir 40% em 2018

As 17 marcas filiadas emplacaram menos de 30 mil unidades em 2017


REDAÇÃO AB

A Abeifa divulgou o balanço de vendas de 2017 das 17 marcas afiliadas à associação que reúne importadores e alguns poucos que também montam veículos no Brasil. De janeiro a dezembro os associados venderam 29.751 carros importados, número que representa queda de 17% na comparação com 2016, quando foram vendidas 35.852 unidades. Após seis anos de quedas consecutivas, a entidade espera pelo primeiro ano de recuperação em 2018, projetando crescimento de 35%, com 40 mil unidades emplacadas pelos sócios.

Com o câmbio acima de R$ 3 por dólar o ano inteiro, combinado com a sobretaxação imposta pelo Inovar-Auto (que terminou em dezembro passado) de 30 pontos porcentuais sobre o IPI de importados fora de uma cota máxima de 4,8 mil, a participação de produtos estrangeiros no mercado automotivo brasileiro caiu a apenas 10,9%, o menor patamar em seis anos após o recorde de 2011, quando chegou a quase 24%. Mas os sócios da Abeifa tiveram desempenho ainda pior, pois foram responsáveis por vender apenas 12,4% dos automóveis importados no ano passado, contra mais de 20% em 2011 – a maioria das importações continua sendo feita pelos fabricantes instalados no País, principalmente da Argentina e México por meio de acordos de comércio sem taxação.

- Veja os dados da Abeifa do fechamento de 2017 aqui
- Veja outras estatísticas em AB Inteligência

O resultado anual dos importadores filiados à entidade, no entanto, foi melhor do que o esperado: “Conseguimos fechar 2017 com crescimento 10% acima da projeção inicial de 27 mil unidades. Ainda assim, mais uma vez, amargamos queda expressiva, de 17% em relação a 2016”, declarou em comunicado José Luiz Gandini, presidente da Abeifa. Ele avalia que 2018 deverá pôr fim aos seis anos consecutivos de retração: “Agora, com o fim das cotas limitadoras sem os 30 pontos porcentuais no IPI, esperamos recuperar a nossa participação no mercado interno, que foi de apenas 2,21% somando importados ´puros´ e veículos produzidos por nossas associadas no Brasil. Também deveremos crescer nosso share no segmento só de importados, que foi de 12,45% em 2017.”

MERCADO AINDA RESTRITO

Sobre a esperada alta de 35% este ano ante o resultado de 2017, com a venda de 40 mil veículos, Gandini recorda que “estamos falando de crescimento sobre uma base muito fraca, por isso é até natural crescer a taxas mais expressivas, mas sem euforia, com muito pé no chão”. Apesar da tributação mais favorável a partir de agora, o dirigente avalia que as mudanças ocorridas no mercado brasileiro nos últimos anos impedem uma retomada mais robusta nas vendas de importados no País: “Embora tenhamos isonomia tributária e sem aplicação de cotas limitadoras (a partir de janeiro), aos importadores fica muito difícil trazer carros de alto volume, os mais populares, porque a indústria local tem ofertas muito competitivas. Com o dólar no patamar de R$ 3,30, fica quase impossível atuar fora de nichos de mercado”.

Gandini voltou a reafirmar que, com o fim do programa Inovar-Auto e o retorno das alíquotas normais de IPI (de 7%, 11%, 13%, 18% e 25%, respectivamente para veículos com motorização de 1 litro, 1.0 a 2.0 flex, 1.0 a 2.0 a gasolina, acima de 2 litros flex e acima de 2.0 gasolina), os preços de veículos importados não vão cair. “Porque os importadores já não pagavam o super IPI com adicional de 30 pontos percentuais, que serviu apenas como limitador de volumes”, esclarece.

Já em dezembro as vendas de importados começaram a mostrar certa recuperação. Com 3.324 unidades emplacadas pelos associados da Abeifa, o último mês do ano registrou queda de 0,4% em relação a igual período de 2016, mas alta de 27,2%, comparado a novembro.

PRODUÇÃO LOCAL

Houve crescimento expressivo das vendas de carros montados no País pelas associadas da Abeifa. No total, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki fecharam o mês de dezembro com 1.944 unidades emplacadas, o que representou alta de 27,1% em relação ao mês anterior. Comparado a dezembro de 2016, o aumento foi de 32%. No acumulado de 2017 as cinco marcas venderam 18.372 carros montados no País, em alta de 49,2%.

A Associada que mais aumentou a produção foi a chinesa Chery, com expansão de 164,4% em relação a 2016, mas o número é bastante baixo, evoluiu de 1,4 mil para 3,7 mil unidades vendidas dos três modelos produzidos em Jacareí (SP), QQ e Celer hatch e sedã.

Entre os sócios da entidade, quem montou o maior volume de carros em 2017 foi a BMW, mas os 7.977 modelos emplacados feitos em Araquari (SC) representaram queda de 5,3% sobre o ano anterior – a fabricante deixou de fazer o Mini Countryman no Brasil, que passou a ser importado, e mesmo assim a marca inglesa que pertence à BMW cresceu 32,7%, para 1.587 emplacamentos.

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