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Mercedes-Benz encerra produção da Vito na Argentina
Estoque da van média Mercedes-Benz Vito: baixa demanda no Mercosul desde o lançamento em 2015

Comerciais | 22/02/2019 | 17h45

Mercedes-Benz encerra produção da Vito na Argentina

Van média teve demanda muito abaixo da esperada, menos de mil unidades foram vendidas no Brasil em três anos

REDAÇÃO AB

No início desta semana a imprensa argentina noticiou que a Mercedes-Benz decidiu encerrar no país vizinho a produção da van média Vito, nas configurações de carga e passageiros, que desde o lançamento, no segundo semestre de 2015, nunca atingiu a demanda esperada. No período de pouco mais de três anos, a fábrica Juan Manoel Fangio, na região metropolitana de Buenos Aires, produziu cerca de 6 mil unidades e este ano a programação era fazer apenas 350 unidades, o que não faria sentido comercial e obrigou a empresa a tirar o veículo de linha, segundo noticiou o site Todo Noticias Auto.

A Vito era produzida na mesma fábrica onde há 22 anos a Mercedes monta a Sprinter, van de grande porte para carga ou passageiros (também vendida na configuração de caminhão semileve chassi-cabine) que tem desempenho muito superior, hoje com mais de 10 mil unidades produzidas por ano. Por isso o fim da Vito não resultou em demissões na planta argentina, que vai canalizar esforços para a produção da Sprinter.

A Mercedes anunciou em 2012 investimentos de US$ 170 milhões para ampliar a capacidade da fábrica argentina e começar a produzir a Vito em junho de 2015. As vendas ao mercado brasileiro – onde se esperava a maior demanda – foram iniciadas só no fim daquele ano e nunca decolaram. De 2016 a 2018 foram emplacadas apenas 864 unidades da Vito no Brasil, segundo dados consolidados pela Fenabrave. O melhor ano foi 2017, com 438 vendas, que caíram para apenas 50 em 2018.

Como comparação, o volume de emplacamentos da Vito em três anos equivale a 10% das vendas da Sprinter somente em 2018, quando foram registrados 8.299 licenciamentos do modelo entre vans de passageiros, furgões de carga e chassis-cabines.

Com preços elevados (acima dos R$ 110 mil), nenhuma das configurações da Vito conquistou os clientes brasileiros. Na versão de carga com motor diesel o principal senão era a pesada tampa traseira com abertura para cima, o que dificulta o embarque e desembarque em docas. As versões de passageiros eram ainda mais caras e só estavam disponíveis com motorização flex (gasolina-etanol). As sofridas vendas da Vito no Brasil e Argentina vão continuar nas concessionárias até o fim dos estoques.



Tags: Mercedes-Benz, Vito, van, fábrica Argentina, produção encerrada, indústria, Mercosul.

Comentários

  • MauroChaves

    Seráque é só preço? Ou por ser somente flex e mecânica. Eu mesmo tenho Cliente para adquirir uma AUTOMATICA. Fica a dica ai #MercedesBens.

  • SolanoBecker

    Extremamenteprematura o encerramento da produção, principalmente pelo fato de que o mercado de vans no Brasil é praticamente inexplorado. Desconhecia a produção desse veículo ! Só soube este ano ! A produção exclusiva para uso comercial restringiu o mercado e não foi para as famílias que consumiria muito mais. Faltou visão de negócio ! Lamentável !

  • ArmandoFigueirêdo

    TantoArgentina quanto Brasil são países lascados economicamente. Uma van de pequeno porte pra países ricos se faz necessário, mas como emplacar um negócio desses num país quebrado? Nem todo empresário pode gastar R$ 100 mil pra atualizar sua frota, nem o autônomo pode pagar isso. Nos Estados Unidos, por exemplo, custa por volta de US$ 35 mil. A van por si só se paga rodando com ela diariamente e fazendo grana, mesmo sendo autônomo. Nem tudo é pra ser vendido em economias emergentes!

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