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Mercedes acusa perda de produção com manifestação e enchente
Passeata contra reforma da Previdência em São Bernardo partiu da fábrica da Mercedes

Trabalho | 22/03/2019 | 21h07

Mercedes acusa perda de produção com manifestação e enchente

Passeata contra reforma da Previdência convocada por sindicato em São Bernardo partiu da fábrica e paralisou um turno

REDAÇÃO AB

Embora não divulgue números, a Mercedes-Benz acusa ter perdido este mês parcela substancial de sua produção de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo (SP). Primeiro, logo após os dias parados de carnaval, a forte chuva que afetou a região do ABC entre os dias 10 e 11 inundou áreas da fábrica. A enchente paralisou totalmente as linhas de montagem por um dia e afetou o ritmo durante o resto da semana em que os setores trabalharam parcialmente. Mas a gota d’água que mais irritou a direção da empresa aconteceu na sexta-feira, 22, quando o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC convocou passeata contra a reforma da Previdência com partida em frente à Mercedes, o que custou mais um turno de produção a menos, justamente no momento em que a fabricante experimenta aquecimento das vendas e tem encontrado dificuldade para atender todos os pedidos.

A empresa divulgou posicionamento em que critica o protesto convocado em frente à fábrica. “A Mercedes-Benz do Brasil lamenta profundamente a manifestação ocorrida na manhã da sexta-feira, 22 de março. Esse movimento, coordenado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, provocou a interrupção do primeiro turno de produção em São Bernardo do Campo, trazendo ainda mais prejuízos para a nossa companhia e para os nossos colaboradores”, diz a nota, que não foi assinada por nenhum executivo especificamente. “As perdas são ainda maiores, considerando que a Mercedes-Benz está se recuperando do forte dano causado às nossas instalações devido às fortes chuvas na região do Grande ABC há poucos dias. É incompreensível, em um momento tão delicado, que a sede de nossa empresa seja escolhida como ponto de encontro para este ato sindical”, completa.

Segundo a Mercedes, “várias horas de trabalho foram mais uma vez perdidas” em um curto prazo de tempo. Pelo tom do comunicado, os eventos somados até agora deverão reduzir significativamente o volume de caminhões e ônibus produzidos na planta.

“O mais agravante é que os temas reivindicados pelo movimento de hoje fogem de nosso controle, visto que não dependem da decisão da nossa companhia”, continua a nota. Ainda assim, executivos da Mercedes e de todo o setor automotivo costumam defender publicamente a reforma da Previdência como condição essencial para o País voltar a crescer.

“Somos uma empresa que renova constantemente seus investimentos na região e no País e que lidera a produção de caminhões e ônibus, gerando renda e emprego a milhares de famílias”, finaliza a nota da Mercedes.



Tags: Mercedes-Benz, protesto, paralisação, manifestação, Previdência Social.

Comentários

  • MarcosCampos

    Sindicalistassão interlocutores desqualificados, porque são politizados partidária mente e tem suas prioridades distantes dos interesses dos trabalhadores que querem representar.

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