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GM ataca defeitos dos concorrentes com novo Tracker
Novo Chevrolet Tracker tem visual robusto e esportivo ao mesmo tempo: receita para ganhar clientes da concorrência

Lançamentos | 19/03/2020 | 20h30

GM ataca defeitos dos concorrentes com novo Tracker

Fabricante apresenta qualidades para suprir deficiência dos outros SUVs compactos no mercado

PEDRO KUTNEY, AB

A General Motors usou os defeitos dos utilitários esportivos concorrentes e dela mesma para ajustar o projeto do seu primeiro SUV nacional, o novo Chevrolet Tracker, que começou a ser vendido esta semana em sua rede . É assim que a marca espera quadruplicar as vendas e conquistar a liderança do segmento que mais cresce no mercado brasileiro.

Segundo Rodrigo Fioco, diretor de marketing de produto da GM América do Sul, durante os quatro anos de desenvolvimento, entre China, Estados Unidos e Brasil, a fabricante ouviu as principais reclamações dos compradores de SUVs compactos no País – inclusive em relação à geração antiga do Tracker que vinha importado do México – para cobrir essas deficiências no novo Tracker. Daí o provocativo mote da campanha publicitária de lançamento “Chega de Arrependidos”, que recria o ambiente de um grupo de alcoólicos anônimos com depoimentos de consumidores arrependidos, reclamando dos defeitos dos SUVs que compraram, como alto consumo de combustível, baixo nível de sistemas de segurança, acabamento pobre e déficit de tecnologia pelo preço cobrado.

O executivo lembra que o segmento começou a crescer no País a partir de 2003, com o lançamento do primeiro SUV compacto (o Ford EcoSport), criando um subsegmento sem muitos exemplos globais. Daí por diante vieram sucessivas tentativas com acertos e erros, com mais de 20 lançamentos, numa curva de aprendizado até a produção de veículos mais bem elaborados, o que para Fioco começou agora.

“Apesar de ser o segmento que mais cresce no mercado brasileiro, é também o que tem mais clientes insatisfeitos. Todos os modelos têm alguma renúncia em algum atributo. É o que procuramos atacar com o novo Tracker”, afirma Rodrigo Fioco.



Devido à epidemia de coronavírus, a GM lançou o Tracker em transmissão on-line via internet, por isso ainda não foi possível ver o carro de perto, sentir seu acabamento ou dirigi-lo. É certo que o modelo não vai resolver todos os problemas do segmento de SUVs compactos, mas ao menos no papel, o que foi apresentado revela padrão de entrega superior em quesitos de conectividade, acabamento, conforto, sistemas de segurança e desempenho com economia de combustível. “Projetamos o novo Tracker para ser melhor do que os concorrentes em todos esses pontos e entregar ao cliente tudo que ele quer em um carro desse tipo, mas na medida certa”, garante Fioco.

COM MOTORES TURBO, TRACKER PROMETE BAIXO CONSUMO COM DESEMPENHO




Desempenho eficiente do novo Tracker é garantido pelos novos motores Ecotec 1.0 e 1.2 turbinados

Nas clínicas com clientes, “a maior reclamação que se ouve sobre os SUVs compactos, de longe, é o consumo elevado de combustível”, destaca Fioco. A GM promete ter resolvido essa deficiência sem perda de desempenho, com os dois novos motores Ecotec três-cilindros turbinados produzidos em Joinville (1.0 de 116 cv, o mesmo já usado na nova família Onix, e 1.2 de 133 cv), que segundo a fabricante entregam o melhor consumo da categoria em qualquer condição.

Na melhor situação, o Tracker 1.0 com câmbio manual de seis marchas (só oferecido na versão de entrada) faz 14,8 km/l com gasolina na estrada, e na pior a versão 1.2 com transmissão automática de seis velocidades marca 7,7 km/l com etanol na cidade. Em todos os casos o Chevrolet foi mais econômico do que oito concorrentes na comparação feita pela GM usando medições do Inmetro.

A motorização 1.2 mais potente tem 17 cavalos a menos do que o motor 1.4 turbo de 150 cv que era usado na geração antiga do modelo, mas segundo a fabricante essa redução quase não é sentida e foi compensada pela diminuição de 144 kg no peso da carroceria, atingida graças ao uso de aços especiais de alta resistência, apesar do crescimento para todos os lados do novo Tracker em ralação ao antigo. “Conseguimos o balanço ideal de perda de peso com uso de motor mais eficiente. O motor 1.0 também entrega bom desempenho, os clientes que já experimentaram dizem que parece 1.6 ou 1.8”, garante Fioco.

Embora seja mais econômico e barato, o Tracker 1.0 de entrada perde em potência para seu maior rival turbinado, o VW T-Cross 1.0 200 TSI, que tem 128 cavalos, apenas cinco a menos do que o motor 1.2 turbo da GM.

NOVO TRACKER ENTREGA MAIS ESPAÇO E ACABAMENTO MELHOR




No interior a nova geração do Tracker ganhou acabamento mais caprichado

Outra queixa comum dos compradores de SUVs compactos diz respeito à baixa qualidade do acabamento interno (quase sempre muito espartano) e falta de conforto. Contra isso a GM parece ter feito um bom trabalho na escolha de materiais mais suaves ao toque, com apliques de vinil no painel e portas. Os bancos foram redimensionados em favor da ergonomia.

Para aumentar espaço e conforto interno, o novo SUV ficou maior por todos os lados. Mede agora 4,27 metros de comprimento, 10 cm a mais que o modelo anterior. Com isso, os passageiros na traseira ganharam mais 74 mm de espaço para as pernas e o porta-malas (outra reclamação frequente de compradores de alguns SUVs compactos) ganhou 87 litros, passou de 306 para 393 litros, e agora tem dois níveis de ajuste com assoalho móvel. Dá para acomodar três malas grandes e mais um carrinho de bebê dobrado. A largura também aumentou, quem vai atrás tem mais 46 mm para os ombros. O banco traseiro tem altura levemente elevada em relação à frente, mas mesmo assim existem mais 19 mm de espaço de cabeça.


Dependendo da versão, os bancos do Tracker podem ter revestimento híbrido em tecido e vinil

Outro arranjo interessante em favor da ergonomia é a inclinação de sete graus do painel para “abraçar” o motorista, que assim tem visão melhorada de todos os instrumentos e telas. Em todas as versões o volante da direção elétrica tem comandos do limitador e controlador de velocidade, além de botões de atalho para o sistema multimídia e para o comando de voz. O quadro de instrumentos integra uma tela TFT colorida, que exibe o nível de combustível, ocupantes traseiros que estão ou não com o cinto de segurança afivelados, visor do computador de bordo de até 14 funções, entre elas o indicador de distância do veículo à frente, o monitoramento da pressão dos pneus e o porcentual da vida útil do óleo.

UM TRACKER MAIS CONECTADO E SEGURO




Nova geração da central multimídia MyLink tem tela maior, de 8 polegadas

Todas as versões do novo Tracker vêm com bom pacote de conectividade, que a GM classifica de “nível 4” pela GM, com wi-fi 4G nativo para conectar smartphones, tablets ou laptops a bordo – uma funcionalidade que está sendo estendida gradualmente para toda a linha Chevrolet no País. A antena amplificada do veículo tem intensidade de sinal até 12 vezes superior em deslocamentos, o que torna mais estável assistir vídeos, por exemplo. A GM em parceria com a Claro oferece 3 GB ou três meses de cortesia para experimentação, depois o cliente poderá adquirir planos de dados adicionais de 2 GB até 20 GB/mês.

O Tracker também vem com o sistema de telemática OnStar, com a contratação de pacote opcional de serviços que inclui auxílio para resgate em caso de acidente, assistência para troca de pneus, veículo emergencial e reboque, auxílio na recuperação veicular em caso de roubo ou furto, serviços de emergência e comandos remotos.

Também de série em todas as versões, a nova geração da central multimídia MyLink, agora tem tela tátil ampliada para oito polegadas, posicionada em pedestal no centro do painel, que reúne comandos de infoentretenimento, climatização e espelhamento de smartphones por Android Auto ou Apple Car Play. Até dois celulares podem ser pareados simultaneamente por Bluetooth. Carregador sem fio para smartphones (só na versão topo de gama) e duas saídas USB traseiras completam o pacote de conectividade do novo Tracker.

Em sistemas de segurança, a GM adotou a mesma abordagem já usada na nova família Onix, construída sobre a mesma plataforma global GEM. O novo Tracker vem de série com seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois cortina) e controle eletrônico de estabilidade e tração (ESC e ASR). Os freios têm distribuição eletrônica para manter a estabilidade direcional nas frenagens e contam com sistema de compensação automática, que aumenta a pressão em caso de aquecimento.

As versões mais caras têm mais sistemas de assistência e segurança ativa. A 1.2 LTZ também vem com alerta de ponto cego, acendimento automático dos faróis por sensor crepuscular, câmera de ré e sensor de chuva para ligar limpador com ajuste automático de intensidade. A topo de linha 1.2 Premier acrescenta ainda alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência (AEB), faróis de LED com luzes auxiliares de conversão e manobras, indicador de distância do veículo à frente, monitoramento de pressão dos pneus e assistente de estacionamento automático.


Detalhes do design do novo Tracker: imagem de SUV robusto

Por fim, também no design externo o novo Tracker não fica devendo, mas aí é questão de gosto pessoal do freguês. Com altura elevada do solo, linha de cintura alta, capô e laterais vincados, teto com leve caimento traseiro, grade frontal “bocuda” e caixas de rodas quadradas, faróis e lanternas de LED, a GM alega que seu carro é um “SUV de série”, com visual que transmite a robustez que todo utilitário esportivo deveria ter. Em outros tempos, diriam que seria um crossover vitaminado, ou uma perua station wagon elevada e musculosa. Mas, como explica Robrido Fioco, “o conceito de SUV evoluiu e o Tracker incorpora isso”. É o quee vende.



- Veja aqui os preços, versões e equipamentos do novo Chevrolet Tracker





Tags: Novo Chevrolet Tracker, General Motors, GM, lançamento, SUV compacto.

Comentários

  • Fabio

    Gostariade ver um comparativo de um modelo que aproximasse do 2008 THP, não estou acreditando muito nessa performance tão alardada

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