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Venda de caminhões cairá 36% em 2020, para cerca de 65 mil unidades

Mercado | 05/06/2020 | 15h12

Venda de caminhões cairá 36% em 2020, para cerca de 65 mil unidades

Nova projeção da Anfavea leva em conta provável retração de até 7,5% do PIB e falta de confiança na economia

MÁRIO CURCIO, AB



A venda de caminhões em 2020 deve ficar em apenas 65 mil unidades, o que resultará em queda de 36% na comparação com 2019. Quando se considera que a projeção anterior à pandemia de Covid-19 era de 120 mil unidades, a retração vai para 46%. A nova previsão foi divulgada na sexta-feira, 5, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).



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Se confirmados, os 65 mil caminhões trarão o pior resultado anual desde 2017, que teve 52 mil unidades licenciadas. O novo número foi calculado a partir da projeção de queda no Produto Interno Bruto (PIB) de 7% a 7,5% e também pela diminuição da confiança dos empresários na economia, entre outros fatores (variação cambial, juros e inflação).

Ao contrário das projeções tradicionais da Anfavea, que incluem previsões também para o mercado externo e produção, a associação se deteve desta vez às perspectivas para o mercado interno.

“As fábricas voltaram a operar em datas e ritmos diferentes e também não há sinais claros sobre o que ocorrerá com as importações”, recorda o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.



As vendas em maio somaram 4,8 mil caminhões, anotando alta de 21,9% sobre abril. Já a comparação com maior de 2019 revela queda de 47,2% e o resgate histórico dos números mostra que este foi o pior maio para os caminhões desde 1985. O acumulado dos cinco meses de 2020 teve 28,9 mil unidades licenciadas, anotando queda de 26,1%.

PRODUÇÃO EM MAIO CAI 63,9%


Como o mês de maio marcou a retomada da maioria das fábricas de veículos pesados, a produção no período somou 4 mil caminhões. O volume foi 906% mais alto que em abril, que teve só 403 unidades montadas por causa de férias coletivas.

Mas a comparação com maio de 2019 revela queda de 63,9%, já que o retorno ocorreu “num ritmo muito lento por causa das medidas de segurança”, recorda Moraes, referindo-se a novas práticas adotados no combate ao coronavírus.

No acumulado do ano foram fabricados 29,2 mil caminhões, total 35,8% mais baixo que o registrado de janeiro a maio de 2019. Os modelos pesados responderam por mais da metade (15,6 mil unidades).

“O agronegócio, mineração e também o transporte de bebidas e combustíveis continuam movimentando o setor”, afirma o vice-presidente da entidade, Gustavo Bonini.



As exportações em maio somaram apenas 636 unidades. O crescimento sobre abril foi de 193,1%, mas a comparação com maio de 2019 indica queda de 51,9%. A retração acumulada é de 27%, com 3,6 mil unidades embarcadas no período. Além das incertezas desde o início do ano por causa da crise na Argentina (principal destino das vendas externas), o horizonte ficou turvo também para os demais mercados da América Latina.



Tags: Caminhões, Anfavea, pandemia, Covid-19, PIB, Luiz Carlos Moraes, Gustavo Bonini, coronavírus, mercado interno, exportações, produção.

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