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Opinião | Paulo Braga |

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Paulo Braga

14/06/2021

Mentoria do Sindipeças alavanca experiência profissional

Programa é oferecido gratuitamente a profissionais de empresas associadas à entidade


Implantado no final de 2016, o programa de mentoria do Sindipeças, a entidade dos fabricantes de autopeças, segue em frente com sucesso e bons resultados. É o que garante Maurício Muramoto, diretor de inovação da entidade e coordenador da iniciativa.

“O objetivo do programa de mentoria do Sindipeças é auxiliar os principais executivos ou proprietários das empresas associadas nas suas questões do dia a dia por meio do compartilhamento de experiências com profissionais de larga vivência empresarial”, pondera Muramoto, explicando que o programa é dirigido às pessoas e não às empresas como um todo. Assim, o ganho para a empresa é decorrência do ganho pessoal dos executivos. Em princípio, o programa visa aos primeiros executivos ou sócios das empresas filiadas ao Sindipeças.

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Há 17 mentores prontos para atender ao programa, todos profissionais com larga experiência de gestão em várias áreas do conhecimento, tanto dentro como fora do setor automotivo. Pode haver mais de um mentor para atender as demandas do executivo interessado. Após o término do período de uma mentoria, os executivos podem demandar outra mentoria para discussão de temas suplementares que sejam de seu interesse.

Na grande maioria, as empresas candidatas à mentoria são tier 2 e tier 3 ou PMEs (pequenas e médias empresas), independentemente de sua classificação como fornecedores na cadeia automotiva. Os mentores oferecem apoio probono aos associados, isto é, sem receber remuneração. O programa é gratuito para as empresas.

Muramoto diz que as empresas que se submetem à mentoria ainda não podem ser divulgadas pela entidade, embora no site sindipecas.org.br apareçam alguns testemunhos não assinados. No entanto, em breve o Sindipeças deve incluir na divulgação testemunhos em vídeo e textos que estão sendo colhidos. Nesses casos, alguns executivos citaram os nomes das empresas às quais estão ligados. “Como a mentoria é destinada às pessoas, mantemos um rígido acordo de confidencialidade, assinado a três mãos entre Sindipeças, mentor e profissional atendido na mentoria.

O diretor de inovação do Sindipeças explica que o interesse dos executivos pela mentoria é espontâneo, embora seja mantida uma rotina de divulgação recorrente do programa. Uma vez despertado o interesse o executivo contata a entidade. “Fazemos uma breve conversa telefônica para esclarecer os detalhes e princípios do programa e entender quais seriam as demandas desses profissionais. Alinhados esses pontos, fazemos a escolha (em comitê) para indicação do mentor que melhor se adequaria à demanda. Constatada a disponibilidade do mentor, fazemos a aproximação das partes para que em conjunto sejam planejados os encontros”, esclarece.

Antes da pandemia as sessões de mentoria podiam ser presenciais ou online. Eram em sua maioria presenciais e muitas vezes na própria empresa. Uma alternativa era fazer as reuniões no próprio Sindipeças. Agora, com o advento da Covid, todos os encontros passaram a ser on line.


Maurício Muramoto: objetivo é auxiliar executivos das empresas associadas nas questões do dia a dia

Pela experiência adquirida, o programa de mentoria não deve ultrapassar seis meses para cada caso. No modelo atual o programa não é formatado para grupos. “No entanto já tivemos dois casos em que dois sócios se juntaram ao programa simultaneamente”, esclarece Muramoto.

Para o diretor de inovação do Sindipeças os resultados obtidos têm sido sempre positivos no sentido de cobrir a demanda inicial apresentada, com 100% de retorno obtido pelo testemunho dos profissionais que participaram do programa. Em geral os temas têm girado em torno de troca de experiências nas áreas de gestão (pessoas e negócios) e principalmente governança.

“Já atendemos cerca de 25 executivos, mas o número poderia ser bem maior. Devemos lembrar que a participação nesse tipo de programa depende muito dos profissionais interessados e da abertura para se abrir e compartilhar, com um terceiro, suas ansiedades e experiências”, conclui Muramoto.

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