Automotive Business
  
News Mobility Now

Notícias

Ver todas as notícias
General Motors vai reduzir salários entre 5% e 25% no País
Trabalhadores de São Caetano do Sul (foto) e do campo de provas aprovaram acordo que prevê redução salarial

COVID-19 | 01/04/2020 | 19h40

General Motors vai reduzir salários entre 5% e 25% no País

Montadora aprovou pacote de medidas em São Caetano, Indaiatuba e pretende estendê-lo a outras unidades

REDAÇÃO AB

A General Motors vai reduzir de 5% a 25% os salários no País em um programa de layoff que impacta a maior parte de seus trabalhadores horistas e mensalistas em todas as áreas e níveis. A redução dos ganhos vai variar de acordo com a faixa salarial.

A medida é temporária e faz parte de um pacote proposto pela montadora e aceito em assembleias digitais promovidas pelos sindicatos responsáveis pela fábrica de São Caetano do Sul (SP) e pelo campo de provas, em Indaiatuba (SP). A intenção de reduzir salários foi divulgada pela montadora na segunda-feira, 30.

Ainda pelo pacote, empregados até o nível de gerência terão uma hora de redução na jornada diária e 12,5% de abatimento no salário bruto. Para executivos de nível de diretoria e acima, o impacto será de 25% de redução no salário bruto.

Segundo a GM, as medidas terão duração inicial de dois meses, com possibilidade de extensão a cinco, podendo ser canceladas “com o retorno da demanda do mercado a uma situação de normalidade”. A General Motors tenta aprovar essas mesmas propostas nas demais unidades: Gravataí (RS), Joinville (SC), Mogi das Cruzes e São José dos Campos (ambas em SP).

Em resposta, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região propôs duas alternativas à GM para manter os trabalhadores em casa como prevenção à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Uma das propostas é a licença remunerada por dois meses, prorrogável por mais dois, e estabilidade no emprego por um ano para todos os trabalhadores do complexo industrial.

A outra é a adoção do layoff, mas com 100% do salário líquido por dois meses, prorrogável por mais dois, também com um ano de estabilidade para todos. A resposta será dada pela montadora ao sindicato na quinta-feira, 2. O resultado das negociações será submetido à votação eletrônica dos metalúrgicos em data a ser definida.

“A GM tem condições de assumir os custos desta situação e garantir a estabilidade de emprego. Os trabalhadores não têm como absorver redução de salário. O próprio layoff já representa economia para a GM. Não dá para penalizar os funcionários num momento sério como este”, afirma o vice-presidente do sindicato, Renato Almeida.



Tags: General Motors, GM, layoff, faixa salarial, sindicato, metalúrgicos, Covid-19, coronavírus, Renato Almeida.

Comentários

  • Carlos

    Seraque o pessoal volta?

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

Mobility Now