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Produção de veículos tem leve alta mesmo com fábricas fechadas

Mercado | 07/04/2021 | 16h21

Produção de veículos tem leve alta mesmo com fábricas fechadas

Crescimento de 1,7% em março foi obtido apesar do fechamento de boa parte das unidades fabris no mês, graças ao maior número de dias úteis

WILSON TOUME, COM COLABORAÇÃO DE PEDRO KUTNEY, PARA AB

Segundo os números do balanço mensal da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), divulgado na quarta-feira, 7, a indústria automotiva nacional produziu 200,3 mil unidades em março, o que corresponde a um aumento discreto de 1,7% em relação ao resultado de fevereiro, quando 197 mil veículos deixaram as linhas de produção. Já na comparação com março de 2020 (que contabilizou 190 mil automóveis), a alta foi maior, de 5,5%. Resultado positivo, mas também tímido, foi obtido no primeiro trimestre de 2021, com avanço de 2% sobre o mesmo período do ano passado. Foram fabricados 597,8 mil automóveis neste ano, contra 585,9 mil em 2020.

“Podemos dizer que esse é um resultado bastante positivo, levando em consideração o fato de o setor ter registrado diversas paralisações na última semana do mês”, afirmou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.



"Então, apesar dessas paradas, a gente conseguiu fechar o mês com números bastante interessantes na produção”, acrescentou, lembrando também que março teve três dias úteis a mais do que fevereiro.

O executivo destacou o fato de que no dia 31 de março, o País estava com 30 fábricas de 14 montadoras totalmente paradas ou operando parcialmente em seis Estados (Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), devido às medidas adotadas pelos governos estaduais para conter o avanço da pandemia, como antecipação de feriados.

Moraes disse ainda que muitas empresas aproveitaram a interrupção para ajustar suas linhas com o fornecimento de componentes, que estava – e ainda está – atrapalhando o ritmo das fábricas. No dia 7 de abril – quando foi feita a apresentação do balanço – o setor ainda tinha dez fábricas de cinco montadoras paradas em quatro Estados (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo). O retorno total às atividades deve ocorrer na terceira semana do mês, segundo Luiz Carlos Moraes.

RISCO DE NOVAS PARADAS, ESTOQUE E EMPREGO



Indagado sobre a diferença na resposta das fábricas ao avanço da Covid-19 na chamada “primeira onda”, quando todas as 60 fábricas das empresas associadas à Anfavea suspenderam suas atividades no País e agora, Luiz Carlos Moraes explicou: "Há um ano estávamos no escuro, não sabíamos como lidar com a Covid-19; desde então, investimos milhões na adoção de protocolos de distanciamento e de higiene que transformaram as fábricas em locais seguros, e, assim, conseguimos continuar a trabalhar com segurança”, respondeu.

O executivo, contudo, lembrou que o momento segue exigindo atenção e muito cuidado. “O risco ainda existe e a pandemia pode provocar novas paralisações, sem dúvida”, disse. “Já notamos absenteísmo mais elevado hoje, inclusive com afastamentos motivados pela empresa, que não deixa o empregado trabalhar se houver qualquer suspeita de contágio. É preciso conscientizar os colaboradores a continuarem com os cuidados também fora da fábrica”, declarou Luiz Carlos Moraes.

Com relação aos estoques, o nível seguiu estável em março, com 101,1 mil unidades, sendo 83,3 mil nas concessionárias e 17,8 mil nos pátios das fábricas. Esses números correspondem a 16 dias de vendas, baseado no ritmo atual. Em fevereiro, havia 97,8 mil veículos estocados (80,7 mil nas lojas e 17,1 mil nas fábricas), o que correspondia a 15 dias de vendas. O setor vem apresentando essa média (em torno de 100 mil unidades) desde dezembro e, segundo Moraes, é o nível que está se mostrando equilibrado para o cenário atual.

Já o número de empregados no setor automotivo em março foi exatamente o mesmo registrado em fevereiro, de 104,7 mil colaboradores. O presidente da Anfavea afirmou que houve demissões no mês, mas as contratações acabaram compensando. Em relação ao mesmo mês de 2020 (o último, antes do anúncio da pandemia), houve queda de 2,1%, já que o setor contava com 107 mil funcionários registrados.



- Faça aqui o download dos dados da Anfavea
- Veja outras estatísticas em AB Inteligência





Tags: Mercado, Anfavea, produção, fábricas, pandemia, Covid-19, paradas, interrupção, protocolos, Luiz Carlos Moraes.

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