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Anfavea pode rever para cima projeção de caminhões

Indústria | 08/06/2021 | 15h25

Anfavea pode rever para cima projeção de caminhões

Produção em maio foi a melhor desde fevereiro de 2014 e acumulado do ano superou 60 mil unidades

MÁRIO CURCIO, PARA AB

A produção de caminhões em maio somou 13.908 unidades, o melhor resultado mensal desde fevereiro de 2014. O acumulado do ano teve 60,1 mil unidades fabricadas, mais que o dobro do que foi montado nos mesmos cinco meses do ano passado. Os números foram divulgados na terça-feira, 8, pela Anfavea. Com resultados melhores do que esperava, a associação que reúne os fabricantes já admite a possibilidade de rever para cima as projeções desse veículos.

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“O segmento vem melhor que o esperado. Ainda não há uma data definida, mas caminhão seria sim um item que faríamos uma revisão para cima. Mas vamos aguardar mais um pouco para ver o comportamento de algumas variáveis”, afirma o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.



As variáveis a que ele se refere são o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), inflação, taxa de juros, nível de empregos e o controle da pandemia, além das questões relacionadas agora à crise hídrica.

O que puxa para cima a fabricação de caminhões é o mercado interno, ainda motivado pelo agronegócio, sobretudo, mas também por mineração e comércio eletrônico. Os modelos pesados (com Capacidade Máxima de Tração, CMT, acima de 40 toneladas) continuam respondendo por cerca da metade dos caminhões produzidos no Brasil. Eles somaram 29,7 mil unidades no acumulado do ano, 90,2% a mais que em iguais meses do ano passado.

Todos os segmentos de caminhões anotaram alta na produção no acumulado dos cinco meses. O maior crescimento (170,8%) ocorreu nos semileves (com Peso Bruto Total, PBT, de 3,5 a 6 toneladas), mas com pequeno volume de 780 unidades no período. O presidente da Anfavea recorda que a falta de semicondutores também afeta a montagem de caminhões no País, mas a dimensão do problema é menor que nos automóveis.

EXPORTAÇÕES CRESCEM QUASE 150%



A venda de caminhões ao exterior somou em maio 1,8 mil unidades, volume 4,8% menor que o de abril. No acumulado do ano, no entanto, foram quase 9 mil unidades, o que resultou em crescimento de 148,1% pela comparação interanual.

Os caminhões pesados somaram nestes cinco meses 4,1 mil unidades exportadas (alta de 114,3%). O segundo maior volume foi de semipesados (com CMT igual ou inferior a 40 toneladas). Eles somaram 2,6 mil unidades, anotando crescimento próximo a 200%.

Os modelos leves (com PBT de 6 a 10 toneladas) também tiveram embarque significativo no período, 1,4 mil unidades (acréscimo de 153,5% pela comparação interanual). Embora a exportação total de veículos (automóveis e veículos comerciais) tenha crescido 66,5% em volume nestes cinco meses, a alta em valores foi mais expressiva (78,5%) por causa do maior valor agregado dos caminhões exportados.

MERCADO INTERNO



Segundo a Anfavea, as vendas ao mercado interno somaram em maio 11,5 mil caminhões, o melhor resultado em um único mês desde dezembro de 2014. Dos semileves aos pesados, todos os caminhões anotaram alta nas vendas em maio e no acumulado do ano.

Ainda de acordo com a entidade, a comparação dos emplacamentos de maio sobre abril indica alta de 17,5%. O acumulado do ano teve 47,3 mil unidades licenciadas, o melhor resultado para o período em seis anos. “Estamos voltando a um bom padrão no mercado de caminhões”, recorda Moraes. O principal motivo ainda é a venda de modelos pesados para o transporte de grãos.

Os emplacamentos de caminhões pesados somaram 24,6 mil unidades nestes cinco primeiros meses do ano, crescendo 71% na comparação interanual. E assim como ocorreu na produção, os semileves também anotaram a maior alta no mercado interno. Com 2,6 mil unidades emplacadas no período, alcançaram acréscimo de 75% sobre iguais meses de 2020.



Tags: Anfavea, caminhões, produção, Luiz Carlos Moraes, exportações, pesados, semipesados, semileves, emplacamentos.

Comentários

  • RoneyNogueira

    Émuito bom pra o setor de trasporte e para a economia do país. É uma pena que o acesso a esses caminhões atualmente são muito limitado, só pra poucos tem acesso a uma linha de crédito.e os valores estão bastante elevados.

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